CIÊNCIA
O termo “ciência” pode ter um significado mais geral, representando todo conhecimento formal produzido pelo homem, ou uma interpretação mais restrita, como o conhecimento da natureza, estabelecido de forma sistemática, objetiva (não emotiva e o mais impessoal possível) e crítica, permitindo o debate substantivo sobre as evidências observadas e sujeito à verificação por qualquer outro especialista.
Adotando-se o significado mais geral de ciência e a especificidade atual do conhecimento, pode-se classificar o conhecimento humano em áreas, denominadas Ciências Naturais, Ciências Humanas, Ciências Econômicas, Ciências Agrárias, Ciências Políticas, etc.
A interpretação mais restrita do termo é aplicável às Ciências Exatas, as quais se caracterizam pela consistência lógica e experimental de suas teorias. Propõem uma descrição da Natureza de forma objetiva, capaz de fazer previsões sem ambigüidade e consistentes com as observações experimentais. Esse fato não se constitui um juízo de valor das Ciências Exatas em relação às outras áreas do conhecimento; apenas as distingue das demais.
A partir desse ponto o termo Ciência será utilizado para designar as Ciências Exatas.
Por outro lado, o termo “pseudociência” refere-se ao conjunto de procedimentos e “teorias” que procuram imitar a ciência sem, entretanto, utilizar os métodos dessa última. Procura explicar fenômenos paranormais, sobrenaturais, extra-sensoriais, etc. e suas explicações baseiam-se em evidências causais, rumores e crenças. Utiliza-se de argumentos falhos ou fraudulentos e suas proposições não podem ser testadas ou falseadas.
Tanto a Ciência, quanto a pseudociência, pode ser utilizada com má fé. A Ciência já possibilitou a construção de armas de destruição de massa, como a bomba atômica e armas químicas, enquanto a pseudociência pode ser utilizada no intuito de usurpar dinheiro de pessoas leigas cientificamente, como na venda de “colchões magnéticos” com promessas de terapias diversas.
A Ciência não se apóia em argumentos de autoridade, mas em premissas e argumentos fundamentados em teorias consistentes, aceitas coletivamente por especialistas e sujeitos a confirmação independente.
Outro fato importante a ser reconhecido é que a Ciência não constitui um corpo completo de conhecimentos, pois não possui respostas para muitas questões formuladas a partir da curiosidade humana. Tanto os objetos da pesquisa científica, quanto as suas teorias, são bastante limitados. Questões que fogem da explicação científica incluem:
- Qual a natureza dos sentimentos humanos; onde se enquadram o amor, a dor, o desejo, etc. nas teorias científicas existentes?
- O que é o pensamento humano e como ele se processa?
- Que propriedades físico-químicas explicam a diferença de comportamento entre a matéria viva e a matéria inanimada?
É importante distinguir a Ciência da Pseudociência nos momentos de tomar decisões que envolvam, por exemplo, a segurança física de pessoas, procedimentos técnicos, questões morais ou financeiras, etc.
Para tal, é necessário apropriar-se do conhecimento científico e tecnológico de forma crítica e significativa, no sentido de construir uma cultura científica, ampliando as formas de apreensão da realidade, as quais moldam a estrutura intelectual e cultural do indivíduo.